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Entrevista 6 - Profª. Drª. Fabíola Paes de Almeida Tarapanoff

Atualizado: 19 de out. de 2021

Convidamos a Drª. Fabíola Paes de Almeida Tarapanoff para uma conversa sobre a sua participação no e-book “Perspectivas midiáticas e de educação na contemporaneidade”, publicado pela Editora Emeritus.


Confira a entrevista completa a seguir:

Doutora em Comunicação Midiática nas Interações Sociais pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e pesquisadora-visitante na University of California, Los Angeles (UCLA), sob a supervisão do Prof. Ph.D. Randal Johnson (UCLA Spanish and Portuguese Department) com bolsa obtida pelo “Programa Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE)” da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Libero (FCL). Especialista em Comunicação Jornalística (Pós-Graduação Lato Sensu) na FCL. Possui graduação em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela UMESP (2000) e graduação em Comunicação com Habilitação em Publicidade e Propaganda pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) em 2001. Trabalha como professora universitária desde 2008. Atua como roteirista na Praxis Business. Coordena a NECULT Cursos & Consultoria, que oferece cursos livres como História do Cinema e Produção de Roteiro de Ficção. É criadora dos sites Paixão por Cinema (www.paixaoporcinema.com) e NECULT Cursos & Consultoria (www.necult.org) e participa dos projetos Cinema 360 graus (lecionou o curso sobre Pedro Almodóvar) e Cine four live (Instagram). É integrante do Grupo de Pesquisa Mídia, Arte e Cultura (MAC), da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), coordenado pelo Prof. Dr. Herom Vargas.


Emeritus: Ao olhar o seu currículo, percebemos que possui experiência em pesquisas sobre jornalismo no cinema, cultura na contemporaneidade, entre outros temas. Qual a influência dos estudos anteriores para o desenvolvimento do artigo atual sobre a educação em tempos de pandemia?


Profª. Drª. Fabíola Paes de Almeida Tarapanoff: Sou formada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e trabalhei em redação, em editoras, como Europa, Globo e Abril. Escrevi muito sobre a área de cultura e cinema e depois quando fui fazer Mestrado, procurei estudar mais sobre jornalismo cultural. Em 2011, iniciei meu Doutorado na UMESP e comecei minha pesquisa sobre representações de jornalistas no cinema. Como comecei a lecionar para o curso de Jornalismo no FIAM-FAAM-Centro Universitário, também pensei em estudar a questão da recepção, como as representações influenciam na forma como veem a profissão. Então já era uma pesquisa que relacionava jornalismo e educação. No artigo atual procuro me aprofundar sobre esse tema, que sempre me interessou e como a pandemia afetou a forma de lecionar dos docentes, levando a utilizar mais recursos tecnológicos nas aulas EAD.


Emeritus: Seu artigo conta com uma pesquisa realizada com professores. Quais aspectos identificados foram mais surpreendentes?


Profª. Drª. Fabíola Paes de Almeida Tarapanoff: Na pesquisa os aspectos que mais me surpreenderam foi a rápida necessidade de adaptação dos docentes frente à questão da pandemia. Em pouquíssimo tempo, docentes que lecionavam há anos no ensino presencial, utilizando giz, lousa e apresentações no PowerPoint com projetor tiveram de aprender a usar plataformas como Blackboard, Zoom, como ajustar som, gravar uma aula e manter a atenção de alunos a distância. Realmente foi um enorme desafio e pela pesquisa notei que mesmo com as dificuldades, a maioria procurou fazer o melhor que pôde, até estudando mais sobre como aprimorar seu ensino e oferecer aulas mais interessantes. Realmente quem atua na área de educação tem uma vocação.


Emeritus: Como professora, como a pandemia do novo coronavírus alterou a sua rotina de aulas? Percebe que os (as) alunos (as) já se adaptaram ao novo contexto ou as aulas presenciais ainda são fundamentais?


Profª. Drª. Fabíola Paes de Almeida Tarapanoff: Com certeza a pandemia alterou minha rotina de aulas. Lecionei no FIAM-FAAM-Centro Universitário de 2011 a 2019 para turmas de Comunicação. Em agosto de 2020 voltei a lecionar, agora na Pós-Graduação em Comunicação Lato Sensu da instituição. Lecionei Criação de Narrativas Digitais para uma turma ótima do curso Gestão da Comunicação Digital e Mídias Sociais. Geralmente eles não abriam a câmera, mas foram se “soltando” e passaram a fazer mais perguntas. Eles fizeram depois um projeto web, inclusive um tinha o nome de Quarencult, em que falavam sobre como o consumo de cultura auxiliou as pessoas naquele período difícil. Vi o quanto aprenderam e se divertiram, produzindo conteúdo de qualidade. Nas apresentações abriram as câmeras e, ao final, pedi que todos deixassem a câmera aberta para fazer uma foto. Foi emocionante e vi que consegui me conectar com essa turma e com as outras, para as quais lecionei nos semestres seguintes. Enfim, ensino a distância é diferente, mas o conteúdo é igual ao presencial e tem benefícios como não enfrentar o trânsito e alguns estudantes se sentem mais à vontade para expor suas dúvidas.


Emeritus: Quais são as principais contribuições do artigo “A educação nos tempos de pandemia: tecnologias e afetos ressignificados” para o (a) leitor (a)?


Profª. Drª. Fabíola Paes de Almeida Tarapanoff: Acredito que as principais contribuições do artigo foram mostrar o retrato de um período, que mesmo com o avanço da vacinação, deixou marcas profundas na sociedade e na educação. Os professores tiveram de se adaptar às novas tecnologias em tempo recorde e nesse período a educação a distância, que às vezes era vista como “menor” do que a presencial, se solidificou e mostrou ser fundamental. Mostra que a educação a distância não é tão nova como pensamos e que já no século XIX diversos alunos em todo mundo puderam estudar fazendo cursos por correspondência e depois no século XX assistindo a videoaulas. É apenas uma forma de ensinar e aprender diferente e que mostrou seus benefícios como flexibilidade de horários e poder estudar onde e quando quiser. Com a pesquisa foi possível identificar as ferramentas mais usadas pela amostra de 50 docentes, suas dificuldades e o que aprenderam com a experiência. Foi interessante escrever um artigo sobre um tema tão atual e no momento em que tudo isso estava acontecendo. Aprendi muito e foi ótimo ouvir sobre as angústias e reflexões de docentes como eu e poder aplicar o que aprendi na pesquisa em minhas aulas.


Emeritus: Fique à vontade para acrescentar algo que não perguntamos e/ou divulgar os seus contatos/redes sociais.


Profª. Drª. Fabíola Paes de Almeida Tarapanoff: Meu LinkedIn é Fabíola Tarapanoff (https://www.linkedin.com/in/fab%C3%ADola-paes-de-almeida-tarapanoff-294294/), meu Facebook é: Fabíola Tarapanoff (https://www.facebook.com/fabiola.tarapanoff) e o Instagram (@fatarapanoff). Espero que gostem da pesquisa e ela seja uma reflexão para quem ama educação como eu. Como dizia Paulo Freire, “educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas e as pessoas mudam o mundo”.

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